A difícil arte do desapego para gerentes

Nunca se investiu tanto em desenvolvimento de lideranças como nos tempos atuais. Pesquisas mostram que, em todo o planeta, as cifras são impressionantes, no quanto organizações têm investido, da identificação ao aconselhamento de líderes em todos os tipos de negócio.


O acesso ao conhecimento, às pesquisas, aos formatos de trabalho diferenciado só têm aumentado e melhorado, contudo, não há significativa ou proporcional melhora na performance de líderes nas mais diversas esferas.


Afinal de contas o que está acontecendo? Qual é o fenômeno que insiste em bloquear o crescimento e evolução de nossos líderes? Por que profissionais brilhantes têm resultados medianos quando expostos à necessidade de liderar times?


Muitos pesquisadores se debruçam neste momento a investigar estas e outras questões com maior profundidade. E, o que já pode-se rascunhar é um quadro bem interessante: desde o nosso passado mais remoto, desde nossos antepassados, aprendemos a sobreviver. A vida no passado da humanidade foi regida pela busca constante pela sobrevivência. Saindo da toca, caverna ou abrigo diariamente correndo o risco de não voltar, de ter sido eleito o prato do dia do cardápio de outros habitantes do planeta. Isto fez com que nossa capacidade de gestão fosse reduzida ao máximo, para o foco ser único em sobreviver. Assim, o que deu certo, deveria ser mantido, já que é algo mais "seguro". E assim, esta sensação de ter que fazer algo que nos dê "segurança" passa a ser uma atitude de senso comum.


Desde então, aprendemos a deliciosa "zona de conforto", um espaço em que supostamente estaríamos mais seguros... O problema é que este pensamento nos restringe e nos impede de avançar novos territórios. Lembrando que, naquela época avançar em territórios distantes era algo que poderia significar passar dessa para melhor...


Porém este mindset ainda impera e, temos hoje o apego ao conhecido, ao habitual, ao costume... Aprendem-se a trabalhar, desenham-se métodos de realizar as atividades e, em algum momento, este método traz algum sucesso. Atingem-se resultados e um belo dia, um convite "irrecusável" de promoção, chega sobre a mesa.


Passada a festa, a celebração do reconhecimento merecido, chega à realidade dura e cruel: é preciso desapegar do que fazia antes para poder aprender e crescer com novas atividades.

E é aí que muitos pecam!


Gestores mal preparados tendem a insistir e a empurrar seus velhos e eficazes métodos, goela abaixo de sua equipe, pouco investindo em melhorias ou inovações. Veja, não é porque deu sucesso no passado que garantirá sustentabilidade no futuro. Mas isso pouco é levado em consideração. Por que? Simplesmente apego!


Paradigmas instalados, como "sempre fiz assim e deu certo", "no meu tempo fazia desse jeito" ou "não perca seu tempo inventando coisas pois já sabemos como fazer isso!...". Crenças limitantes assim, esfriam e freiam a capacidade inovativa da equipe, transformando todos em espécie de robôs repetidores de práticas muitas vezes antiquadas.


Quem nunca trabalhou com gerentes assim? Fecham-se e não escutam ninguém!


Criam políticas internas de microgerenciamento, necessidades de conferências constantes, busca por culpados... Práticas equivocadas que só dissipam a energia e fazem com que a organização perca seus melhores talentos, gradativamente.


É preciso desapegar de atividades individuais para estar livre!


Fizemos um vídeo para mostrar como chefes "zorro", vivem mostrando seu discurso de vítima culpando a tudo e a todos pela sua falta de tempo, mas que na verdade não passa de falta de desapego. Clique no link assista o nosso vídeo e baixe o e-book que ensina passos de como organizar melhor esse momento em sua carreira.


Recomendo também que assista a essa TEDTalk bastante esclarecedora com a Roseline Torres, que nos provoca a pensar no que os grandes líderes pensam e agem.


Faz sentido isso?


Forte abraço, e vamos para a Revolução pela Escuta!