Gente não é peça! Gente não é recurso!

A habilidade da Escuta é valiosa no sentido de nos apoiar a captar, interpretar e associar a mensagem real que estamos tendo contato.


Costumo dizer que bons "escutantes" conseguem descobrir os sinais não ditos em uma conversa; são capazes de identificar nuances sutis que passam aos demais como paisagem. Escutantes atentos conseguem elaborar padrões de comunicação e, a partir destes, desenvolver formatos muito mais engajadores e empáticos para seus times, familiares, convivência em geral.


A comunicação nos ambientes de trabalho, em muito é influenciada pelo contexto cultural e posicionamento da sociedade naquele momento. Houve um tempo que o termo escravo, significava propriedade, era um ativo valioso de seus proprietários. Possuir e ostentar escravos era algo aceito na sociedade.


Um novo nível de consciência emergiu e com o fim da escravidão, o início da Revolução Industrial, veio a necessidade de ter a produção como centro das atenções. Máquinas, equipamentos, ferramentas... Estes passaram a ter visibilidade nas vitrines de mentes dos, antes feitores, e agora, chefes, supervisores, encarregados...


Mulheres só conseguiram ingressar no mercado de trabalho quando o mundo se viu diante de uma grande guerra. E, do pós-guerra, muitos termos foram incorporados no repertório organizacional, como "ir ao combate", "faca nos dentes", "companhia", "disciplina"...


Perceba que são vários os momentos de virada, de práticas que tem o seu auge mas, que aos poucos, vão perdendo a força, e paulatinamente dão lugar a uma nova e superior consciência. Saiba que já houve um tempo em que fumar era permitido dentro de aviões e de cinemas, por exemplo. Ficou no passado, pois uma nova geração entendeu que algo precisava mudar e trouxe uma nova forma de conviver...


Chegando aos anos 2000, a tecnologia toma conta de nossas vidas, de nossas relações, invade nossas carreiras, casas, experiências... Observamos uma verdadeira quebra de padrões onde trocar mensagens passa ser via um intermediário eletrônico...


Chegamos ao ano pandêmico que trouxe um completo rompimento global com as formas de relações. Colocou os moradores confiados em suas casas e mudou ambientes de negócios, formatos de trabalho e obrigou a todos nós, à forceps, uma verdadeira reinvenção na forma de conversar.


Fomos proibidos de ter contato físico, e assim, em cerca de 03 meses, a tecnologia de comunicações no mundo, evoluiu o equivalente a 10 anos. Tantas novas maneiras para reuniões, aprendemos a celebrar à distância, estudar à distância, trabalhar à distância...


Entendemos que 2020 é o ano da ESCUTA!


Não podemos tocar nas pessoas mas para conseguirmos avançar, deveremos ter que reaprender a escutar. E escutar é diferente de ouvir! Estarmos presentes de corpo e alma diante das pessoas, da família, do time de trabalho, sala de aula...


Sim, gente não é peça, nem é recurso! Isso são termos do passado. Está mais do que na hora de termos o ser humano como centro das atenções. De passarmos a cuidar mais da saúde individual e coletiva, de sermos mais coletivos, mais "escutantes" e menos falantes, cheios de preconceitos, julgamentos ou ansiedades de pensamentos.


Precisamos de uma liderança diferente!


Se você ainda acredita que ao demitir alguém de sua empresa, você "trocou algumas peças", ou crê que sua equipe é um dos recursos que tem à disposição, sinto informar-lhe, sua extinção está se aproximando. Lamento!


Talvez ainda acorde a tempo!


Se isso faz sentido para você, venha conhecer o que aqui chamamos de Revolução pela Escuta. Assista o vídeo de nosso manifesto, inscreva-se nos nossos canais, venha ser um de nossos alunos e alunas, leve para tua empresa essa forma diferente de inspirar aqueles que inspiram de modo que queiram estimular novos e melhores ambientes de convivência.


Ah, sabe como chamamos "gente" aqui?


De gente! Para nós gente não é uma peça nem um recurso humano. Para nós são seres humanos que têm sonhos, choram, sofrem, que querem sorrir e sentirem-se importantes para si mesmos e para o ambiente.


Venha conosco e vamos quebrar este círculo, vamos juntos fazer uma Revolução pacífica, cheia de conexões atentas e intensas, tendo a tecnologia como apoio e não como centro das atenções. Venha fazer uma Revolução pela Escuta!


Faz sentido isso?