Quem está aí do teu lado, agora?

Uma provocação muito interessante proferida inicialmente pelo autor Jim Rohn:


"Você é a média das cinco pessoas com quem mais convive"


Traz à nossa discussão uma valiosa discussão acerca das escolhas que fazemos na nossa caminhada.


Considerando que podemos compreender melhor a palavra "escolha" com o raciocínio: "a cada escolha, há uma renúncia e, uma respectiva consequência", vê-se que este conceito também pode ser aplicado às pessoas com quem nos relacionamos.


Durante a vida, encontramos com muitas pessoas no caminho, pais, irmãos, primos, amigos de infância, namoros, trabalho, clientes, fornecedores, casamento, comunidade... E a lista só aumenta quando consideramos o poder das redes sociais em nossas vidas. As conexões digitais ampliaram o espectro de possibilidades de ligações, candidatos, empresas, seguidores, apoiadores, e a lista só aumenta...


Mas afinal qual é o inventário de relações que realmente importa? Quais as conexões que mostram-se verdadeiros impactantes nas nossas vidas? Quais delas, neste momento estão influenciando nossas tomadas de decisão?


Ao analisarmos o conceitos sobre os "Valores", podemos encontrar os critérios a que lançamos mãos para tomar decisões. Atitudes, posturas, comportamentos que valorizamos passam a ser instrumentos para nossa análise em intencionar criar, manter ou até romper um relacionamento. Isso serve para todo tipo de relação, seja ela uma simples amizade, cliente-fornecedor, relacionamento amoroso ou mesmo empresa a dedicar nossa carreira.


Desta forma, valores são os elementos comportamentais que unem ou que afastam as relações. Você está com uma pessoa neste momento, porque de alguma maneira, há uma combinação, um "match" de crenças, ou seja, vocês podem até praticar diferente, mas acreditam igual. E, basta um dia, um desses valores, que para você é inegociável, for minimamente ferido pela outra parte, e a relação está rompida, muitas vezes, definitivamente.


Isto também explica o conceito de que os valores também podem mudar com o tempo. Sim, aprendemos novos hábitos, adquirimos outro nível de consciência e fazemos novas escolhas. A mudança é mais gradual, mas acontece com o amadurecimento de práticas que deixam de fazer sentido, com o tempo, ou mesmo, passam a fazer parte de uma lista de valores, que foram "rebaixados " à categorias dos negociáveis ou aceitáveis. Por exemplo, um casal que foi formado sob a crença do valor fidelidade, vive e convive por anos acreditando neste preceito. Até que um dia, um deles escolhe rebaixar este valor a um posto de uma crença que aceita argumentos ou parâmetros, e essa pessoa passa a agir como se fidelidade não tivesse mais o peso monogâmico completo. Se o outro lado aceitar essa reclassificação deste valor, a relação continuará sob esta nova regra, contudo, se houver uma divergência de crença, o contrato foi rompido.


O mesmo acontece com empresas, que antes pregavam e praticavam valores mais altruístas e generosos, mas que com o passar dos anos, passam a ter posturas mais competitivas e predadoras... Funcionários que foram contratados na época anterior a esta mudança, passam a sentir que "a empresa não é mais a mesma", e aos poucos, veem uma nova lista de valores sendo praticada no seio organizacional.


Podemos escolher e, com isso selecionar quais relações realmente queremos manter no nosso entorno. Perceba que permanecer em relações que não mais alimentam nossos valores, é tão nocivo que além de violar nossas crenças, nossa individualidade, ainda dissipa a energia vital que poderíamos dar às conexões onde teríamos sinergia e troca valiosa, onde todos acreditam igual e, portanto, prosperam juntos.


Difícil é tomar essa decisão por renunciar relações com pessoas que amamos, que gostaríamos de sua companhia, presença que estávamos acostumados. Porém, se queremos que todos respeitem nossa individualidade e nossas escolhas, nós também devemos respeitar as escolhas e renúncias que estas pessoas fizeram para suas vidas.


Sejam pais, filhos, irmãos, cônjuges, chefes, colegas de trabalho... podemos escolher em quais valores manteremos nossas conexões ativas. Veja, não é necessário um bloqueio ou unfollow definitivo, que muitas vezes nem é possível, pelo vínculo existente, porém basta fazer a escolha por quais limites você irá manter essa relação, de modo que todos possam ser felizes com a escolha que fizeram, sem agressões, possessividades, submissões ou dores.


Manter relações falidas é uma grande perda de tempo e energia para todos. Leia-se isso a todo e qualquer tipo de relação, de amorosas às de trabalho.


Afinal, se somos a média das 5 pessoas com quem mais convivemos, então a equação facilita para buscarmos entendimento do porquê de muitos dos resultados que estamos obtendo neste exato momento em nossas vidas. Avalie-se nos campos abaixo e faça uma reflexão sobre com quem você encontra:

  • Paz, amor, tranquilidade

  • Aprendizados de carreira e vida

  • Bom humor e experiências prazerosas

  • Disciplina e consistência

  • Autenticidade e exemplo


Fique à vontade para aumentar a lista acima, de modo que preencha o que você realmente quer para tua existência atual e futura. Avalie, não só quantidade, mas a real qualidade das conexões e relações que possui atualmente e, faça tua escolha! A cada escolha, uma renúncia e sua consequência!


Escolher manter pessoas tóxicas é renunciar a preencher a vida com os itens que listei. Ao escolher permanecer em um ambiente de trabalho nocivo, com assédio, competições por poder, politicagens e falsidades é renunciar a encontrar o bem maior através de tua vocação. Vale a pena isso tudo? A vida é tão curta, mas ninguém disse que precisa ser pequena!


Faça tua lista das 5 pessoas e faça tua análise de como estão os resultados que tem obtido atualmente.


Faz sentido isso?